Obrigada, Ayrton

Depois que vi uma entrevista da mãe do Ayrton Senna dizendo que quando seu filho anunciou que seguiria a carreira de piloto de F1 ela falou pra ele “Como você vai ser piloto, meu filho, você é muito estabanado! Pra ser piloto é preciso ser muito certeiro!”, fiquei bem mais tranquila. Não que eu me compare a ele como atleta, bem que eu gostaria, mas uma coisa que não sai da minha cabeça é a lembrança da minha mãe me chamando de desastrada. Apesar de pequena, sempre fui meio panda numa loja de louças. Recordo bem uma aula de educação física na primeira série do primeiro grau na qual a atividade era atravessar o pátio apostand corrida. Estávamos próximos das festas juninas e tinha um pau de sebo no meio do pátio. O professor obviamente nos orientou e eu conhecendo minha natureza errante fui pro canto do pátio pra desviar. Fato que eu queria vencer a corrida. Pois é, não sei o que deu em mim, fui atraída pelo pau de sebo e consegui o inimaginável: acertar o centro da minha testa nele. O resto pode-se imaginar: um galo gigante e roxo por dias. A crítica da minha mãe tinha fundamento. Sou um panda mesmo.
Outra coisa que a mãe do Ayrton diz na entrevista que me chamou a atenção era a sua inquietação e como ele vivia com machucados pelo corpo. Tenho uma foto que amo de maiô rosa, toda descabelada cheia de band-aids pelo corpo. Seguindo essa lógica tudo me leva a crer que serei 3 vezes campeã mundial, farão uma musiquinha pra mim e chorarão quando eu morrer.
hahahahahahahahah brincadeirinha! Mas bem que podia ser verdade.

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