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Festinha de 1 ano

Uma palavra ilustrou a festa de 1 ano do Bento: correria.
Hoje é segunda, a festa foi sábado e parece que ainda não saí dela.

Me disseram que era besteira fazer festa de 1 ano, pois o bebê não aproveita, não lembra, dorme na festa… Me disseram que era um desperdício de dinheiro. “Deixa pra fazer quando ele começar a pedir a festa.” Nananinanão.

Pra começar, a festa de 1 ano é pra criança e pros pais. Afinal, a sobrevivência das duas partes tem que ser comemorada. O primeiro ano é um furacão! Um maremoto! Um terremoto! Um vulcão em erupção! Uma chuva de chumbinho! Tudo junto! Vocês sobreviveram! Tragam a champanhe!

Tudo bem a gente chamar a festinha de “Festa de 1 ano do Bento”, mas calma aí, não esqueçam de mim. Tenho 1 ano também. Um ano como mãe. E assim como Bento exibiu na festa, estou aprendendo a andar.

Quando ele nasceu e danou-se a chorar em crise com o mundo fora do útero, eu também chorava. Ele pensava “E agora? Estou desprotegido, fora do útero!”. Eu também pensava “E agora? Ele está desprotegido fora do útero, o que vou fazer?”

E as coisas vão melhorando. Bento ganha meses de vida e eu meses de mãe.
Ele senta, eu sento.
Ele expressa fome, eu entendo.
Ele engatinha, eu engatinho.
Ele balbucia, eu respondo.
Ele chora, eu acalmo.
Ele levanta e anda, eu levanto e o sigo.

Ele faz 1 ano. Eu também.

Vocês podem me dar a licença de não ser tão racional e comemorar?
Sabem lá quanto tempo não fico atrás da mesa colorida e enfeitada do bolo?
Sabe lá quanto tempo não canto um parabéns alto, batendo palmas e dançando?

Muito, muito tempo.

Me senti nova, jovem, feliz, mãe. Renascendo com Bento ali atrás daquela mesa de bolo cantando parabéns com pandeiro, sanfona e palmas. Foi bom demais.

Ah! Bento não dormiu. Ficou uma boa parte com uma cara de cansado devido a quantidade de colos que transitou. Ele não tem como me dizer, mas acho que aproveitou.

Será que ele vai lembrar cada pessoa que esteve ali para prestigiá-lo – e comer cachorro quente, claro? Talvez, não conscientemente, mas em alguma fibra muscular, neural, tecidual do corpo dele, a impressão daquele dia está gravada. Tô certa disso.

Quem tiver dúvidas, fique tranquilo, eu, a segunda aniversariante, vou lembrar. As fotos também vão ajudar nesse serviço (em breve, posto algumas).

Obrigada a todos que foram presentes. Não só na festa, mas nesse nosso primeiro ano tão importante, tão frágil, tão novo.

Obrigada aqueles que carregam Bento no coração. Nem precisam me carregar não, mesmo que eu também esteja fazendo 1 ano. Só de carrega-lo me dou por satisfeita. Coisa de mãe. (Mas assim, se quiser me carregar, não vai fazer mal nenhum. Eu sou legal, juro.)

A nossa festa de um ano, assim como esse um ano, foi uma correria. E mesmo cansada, estou feliz. Com a festa, com Bento. Passei o ano correndo por ele. Vou passar ainda muitos outros que estão por vir.

Uma coisa sobre a festa e sobre o Bento eu posso dizer:

Valeu a pena.

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