Talvez eu precise falar sobre Pedro pra esquecer Pedro. Não posso fingir que Pedro dentro de mim não existe, por mais que eu não queira mais Pedro ou o desejo de ter Pedro.
Quando cheguei na sua casa, ele tinha deixado a porta entreaberta. Entrei retirando a minha sandália rosa, peguei os óculos escuros de Pedro que estavam logo na entrada e coloquei pra ir encontrá-lo pela casa. Pedro estava de short de ficar em casa, sem camisa, estendendo roupa. Fui ao seu encontro e lhe dei um beijo de língua. Pedro me ergueu no colo e me colocou sentada no balcão da pia da cozinha. Sem falar muito, nos beijamos por um tempo. Depois, ele voltou para o que estava fazendo e ficamos conversando. A ideia inicial era de ficar em casa, beber algo e comer algo – Pedro sempre brincava com o fato de que eu comia muito, por isso sempre me alimentava. Mas Pedro decidiu que íamos sair pra comer. Pizza, cerveja, conversa, lambida na orelha, beijos e Pedro. Lembro de uma hora que Pedro ajeitou o meu vestido pra não aparecer minha calcinha e eu achei lindo. Voltamos pra casa abraçados, eu com a mão na bunda de Pedro e Pedro dizendo que já estava com tesão. Transamos loucamente e tomamos banho de banheira e transamos muito de novo. Na cama o olhei e disse: vc é tão gostosinho, sabia? Pedro me beijou profundamente. Logo mais tive que ir embora e Pedro me levou na porta, pegou o chocolate que levei pra ele, mordeu um pedaço e me beijou para comermos aquele chocolate juntos. Sinto o gosto daquele beijo até agora. Depois me deu mais um pedaço o qual fiquei chupando até derreter. Pedro ria. Dizia que eu parecia uma criança comendo chocolate. Fui embora, mais apaixonada do que nunca e quase certa de que um dia seria eu e Pedro. Mas não foi.





