Violência Obstétrica: você sabe o que é?

Muita gente confunde parto humanizado com parto natural.

O parto humanizado preconiza o respeito à fisiologia do parto e à mulher. A mulher não recebe intervenções desnecessárias e/ou desavisadas e/ou sem consentimento (p ex. ocitocina sintética, episiotomia, exame do toque, tricotomia). A mulher tem direito a uma acompanhante, a não ser exposta a um número grande de pessoas na sala de parto, a diminuição da luz e outras coisas.

 

O parto natural, diferente do parto humanizado, é um tipo de parto. Como o próprio nome diz, é natural, sem anestesia e na posição que a mulher bem entender.

 

Maiores informações no site do Rehuna

Já ouviu falar em violência obstétrica? Não?! Então, assista o vídeo e entenda porque a humanização do parto é importante no empoderamento da mulher.

Quando Bento estava com 41 semanas e fui fazer uma ultra na Perinatal só para checar se estava tudo ok, a médica que me examinou disse para eu marcar uma cesárea porque com 41 semanas havia muitas chances do Bento morrer. Se eu, na época, não estivesse super firme e apoiada pelo meu médico, com certeza, estremeceria.

Bento nasceu com 42 semanas e 5 dias.

Teve mais.

Após 27 horas de trabalho de parto, me injetaram dipirona, substância à qual sou alérgica. Em seguida, veio uma plantonista e me injetou mais um bando de coisas me dizendo “Quem manda aqui sou eu!’. Palmas para Perinatal de Laranjeiras. Depois disso, a enfermeira entrava com um bolinho de remédios e eu perguntava o que era um por um e só tomava o que estava afim. Fiquei conhecida como a maluca do 402.

Pra completar, não me deixaram dar banho no Bento. Seria eu incapaz de banhar meu próprio filho?

Por favor, senhores e senhoras, mais palmas para Perinatal!

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